sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Levante-se, olhe para trás, sinta a dor do passado.
Ela nunca vai curar as feridas, mas vai fazer com que você entenda os porquês.
Isso não tem que ser o objetivo da caminhada, mas pode ser uma das pedrinhas pelas quais você tem que pisar...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012




Casamento
 Adélia Prado

Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como "este foi difícil"
"prateou no ar dando rabanadas"
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Explicando o variável



È estranho. Errado. Louco. E, viciante.
De vez em quando penso que isso chega a ser a razão da vida de algumas pessoas, ou pelos, o tema...
O que eu quero dizer, sem mais delongas, é que todos, pelo menos um dia de nossas vidas, já nos deparamos tentando definir algumas palavras que não nos deixam em paz em algumas épocas de nossas existências.
Os exemplos são:
Futuro
Amor
Vida
Tempo
Porque’s
Amizade
Medo
Sei lá, são tantas e elas são tão impares que eu não vou ficar aqui chutando quem são os seus monstrinhos, mas o que eu sei é que eles sempre aparecem! Muito chato isso, mas é verdade... A verdade é outra que pode ser classificada como um desses ai de cima.
Só sei que mesmo eu tendo os  chamado de monstrinhos, eles são importantes porque fazem com que a gente chegue em um ponto muito confuso, até que conseguimos nos achar no meio de nenhuma conclusão, pois cada um deles aqui citados são totalmente variáveis, e é isso que faz com que eles fiquem tããão viciantes. A certeza la no fundo, de que mesmo que nós pensemos que chegamos a um ponto confortável, daqui a alguns anos as nossas verdades já terão mudado tanto que as classificações também!
Ai que confuso isso!
É isso que da tentar explicar o que só se consegue fazer quando... Bem, eu não sei quando, mas quando eu ficar sabendo quero pelo menos saber também que além de tentar explica-las eu também as terei vivido, chorado, rido, transbordado e tudo o mais o que um ser humano tem direito...
Apenas pra poder sentir a mesmo duvida de novo e voltar a procurar pelas resposta.
Porque são elas que no fundo importam.